Sei que já devem estar pensando que sou daqueles que gostam de inventar histórias impossíveis. Bem, assumo a pecha. Entretanto, declaro: é verdade que fiz várias vezes o trajeto dantesco Limoeiro-Mossoró, atravessando nuvens de agrotóxicos, resistindo às intempéries e aos imprevisíveis ânimos do pau-de-arara de Raimundinho do Mixto, e suportando os fantasmas dos cangaceiros que um dia, fugidos de Mossoró sob uma chuva de balas, fizeram o mesmo trajeto.
Cada uma das mil e uma noites que acordei e me lancei à poeira que a estrada me esperava deixou uma marca, um desafio, uma vitória, um desespero, um fato inusitado, uma história para contar. E, a partir de hoje, comprometo-me: narrarei, entre outros afazeres, uma por uma essas aventuras. Mostrarei as nuances dessas terras, as personagens com quem me encontrava, as desgraças inimagináveis que um estudante pode passar. Viajantes do mundo, uni-vos! E, logo após, ouçam o que lhes tenho a dizer.

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